Thursday, December 31, 2009



O desrespeito para com o frevo
Por: Gilson Silva

Após completar 102 anos, o frevo (para a prefeitura do Recife) está sem nenhum prestígio, termina o ano de 2009 nas trevas, sem brilho, sem cores. Foi isso que se viu no concurso de Música Carnavalesca da Prefeitura do Recife, evento este realizado há anos. Neste referido concurso a prefeitura reduziu o prêmio de: R$ 30.000,00 (para o primeiro lugar) para R$ 10.000,00, ou seja, reduziu 1/3 da premiação, fazendo com que grandes compositores perdessem o interesse pelo mesmo. O concurso foi realizado no Teatro do Parque, nos dias 26 e 27 de dezembro. Num teatro em recesso, fechado para reformas, às escuras, sem nenhuma decoração carnavalesca, um desrespeito para com o frevo, o maracatu e o caboclinho (ritmos escolhidos pela prefeitura para o concurso) deixam de fora as Ala Ursas (cultura carnavalesca tão resistente na cidade). Entre os vencedores não teve muitas supressas. Getulio Cavalcanti foi buscar o seu prêmio de primeiro lugar na categoria de frevo de bloco, com o frevo: Um bloco chamado saudade. Saudade mesmo, todos têm dos concursos do passado, levados a sério, sem “arrumadinhos”, pois concurso carnavalesco em Recife, sem as Ala Ursas, não passa de um arrumadinho para agradar grupos e não a cultura carnavalesca recifense, que é tão rica. O prefeito João da Costa, literalmente deu às costas ao concurso, não foi e nem mandou ninguém da “cultura” lhe representar na entrega dos prêmios aos vencedores, mesmo que simbolicamente, nem isso fizeram. Sabe Deus quando esses bravos compositores vão verem a cor desse dinheiro. Já é de praxe atrasar pagamentos de artistas da terra, ao contrário dos artistas de fora que recebem imediatamente (ver-se: Sandy e Júnior).
Com um público ávido de frevo e com a maioria de familiares dos concorrentes, quase lotou o teatro, mostrando a prefeitura do Recife que o povo gosta de frevo. Mesmo sem nenhuma propaganda do evento, nem mesmo um pequeno cartaz fixado na frente do teatro para indicar que ali haveria concurso de frevo, dando chance a muito desfrutarem desse ícone recifense que é o frevo, tão querido por todos, fez o teatro se esvaziar. Só se preocuparam é de fazer propaganda da prefeitura com um imenso banner que tomou todo palco, acharam pouco, colocaram alguém para balançar de vez em quando pra chamar atenção de todos. Sem serpentina, confetes e organização decente, o frevo brilhou por si próprio.
O júri é um caso aparte. Como é que se chama um cara demitido na gestão passada, envolvido com irregularidade para compor o quadro do júri? Que legitimidade tem esse indivíduo para julgar alguém? É laminável, é uma falta de respeito para com o frevo e o povo de boa índole, que sabe o que é ética e pratica no seu dia-a-dia e não eventualmente. Cinco jurados dotados deram à família Carneiro Leão uns prêmios demasiados, haja cacique nessas escolhas, haja pajelança para vencerem, haja chefes para tão poucos caboclinhos. Este maracatu está mal ensaiado! Os premiados foram:
Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana 2009/2010
Resultado Oficial das 15 músicas vencedoras

Categoria: Frevo-de-bloco
1º Lugar: Um bloco chamado saudade - Getúlio de Souza Cavalcanti
2º Lugar: A lua na clave de Sol - Paulo Fernando de Barros e Silva
3º Lugar: Infância e carnavais - Luiz Gonzaga de Castro e Souza Filho

Categoria: Frevo-canção
1º Lugar: - É tradição - Paulo Manoel do Nascimento
2º Lugar: - Bebaço! Devasso! - Severino Luiz de Araújo
3º Lugar: - Frevo no ar - Reginaldo de Siqueira Gomes

Categoria: Caboclinho
1º Lugar: Serra de Alianô - Adalberto Cavalcanti e Publius Lentulus Santos Figueredo
2º Lugar: Trajetória - Roberto Alves de Santana
3º Lugar: Filho do trovão - Rosivânia Gomes da Silva

Categoria: Maracatu
1º Lugar: Cambinda negra guerreira - Bruno Carneiro Leão Pimentel
2º Lugar: Guardião dos Palmares - Rosana Guerreiro Carneiro Leão
3º Lugar: Baque de fé e de festa - Luciano Pimentel Brayner

Categoria: Frevo-de-rua
1º Lugar: No passo do frevo - João Roberto Alves de Santana
2º Lugar: Um passista em Buenos Aires - Maurício Correia Cézar Neto
3º Lugar: Choque Anafilático - Luiz Guimarães Gomes de Sá

Melhor intérprete: Bruno Carneiro Leão Pimentel
Melhor arranjo: Marcos Ferreira Mendes.

O Concurso de Musicas Carnavalescas terminou com o show da Orquestra 100% Mulher que não deixou a peteca cair. Deu o brilho que faltou à festa, com frevos antigos e frevos novos, inclusive não gravados, mas bons. Cerca de duas dezenas de mulheres vencendo o preconceito e a desorganização, com 100% de talento e amor a nossa cultura, mostraram em alguns minutos aquilo que a prefeitura teve em alguns meses para mostrar e não mostrou que é a organização e compromisso com a nossa cultura carnavalesca. Nota 100 a Orquestra 100% mulher, nota zero à prefeitura do Recife que é 100% bancada por milhares de recifenses 100% legais. Para o ano quem sabe eles aprendem a tratar bem a coisa pública e dar o valor que merecem para os compositores e enxerguem o frevo com outros olhos. O frevo merece respeito!

Monday, October 26, 2009


Eles eram poucos e nem puderam cantar muito alto a internacional naquela casa de Niterói,em 1922.Mas cantaram e fundarem o partido.Eles eram apenas nove.O jornalista Astrojildo,o contador Cordeiro,o grávico Pimenta,os alfaiates Cendon e Barbosa,o ferroviário Hermogênio e ainda o barbeiro Nequete,que citava Lênin a três por dois.Em todo o país eles não eram mais de sessenta.Sabiam pouco de marxismo mais tinham sede de justiça e estavam dispostos a lutar por ela.Faz sessenta anos que isto aconteceu.O PCB não se tornou o maior partido do ocidente,nem mesmo do Brasil.Mas quem conta a história de nosso povo e seus heróis tem que falar dele.Ou estará mentindo.

Saturday, October 17, 2009



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PCB VIVE, VIVA O PCB!

Carta aos verdadeiros comunistasIvan Pinheiro (Secretário Geral do PCB) – outubro de 2009O êxito do XIV Congresso Nacional do PCB foi a coroação de uma fase importante da reconstrução revolucionária do Partido, que cria condições para ele se apresentar aos verdadeiros comunistas brasileiros como uma alternativa concreta. Aliás, num gesto inédito, nos debates prévios ao Congresso dialogamos com comunistas amigos do PCB, o que contribuiu para valorizar e qualificar as resoluções adotadas.Mas o PCB precisa estar à altura da possibilidade que a vida lhe está oferecendo, para colher os frutos do trabalho até agora construído, contribuindo para a unidade comunista, uma necessidade histórica.Cabe à militância do PCB - reforçada por novos camaradas que chegam e por velhos camaradas que voltam – a responsabilidade de colocar em prática as corretas resoluções que adotamos em 2008, na Conferência de Organização, e agora, em 2009, no XIV Congresso. Para isso, é preciso dedicar-se ao estudo teórico; aprimorar a disciplina consciente, o centralismo democrático e a direção coletiva; inserir-se no movimento de massas e praticar o internacionalismo proletário.O Partido tem que estar preparado para enfrentar o capital, em qualquer circunstância. Quem determina a hora e a forma na luta de classes não somos nós unilateralmente, mas a correlação de forças e a conjuntura. Não podemos nos comportar como um destacamento de plantão esperando o momento revolucionário. A revolução é um processo complexo e o capitalismo não vai cair de podre. Podemos e devemos incidir para antecipar a emancipação da classe trabalhadora.O Partido deve funcionar como um sistema de organizações que articulem e potencializem uma férrea unidade de ação, nas pequenas e grandes lutas e tarefas.O PCB não pode se julgar o dono da verdade e muito menos o Partido vocacionado para dirigir o processo revolucionário. Há muita vida inteligente e revolucionária fora das nossas fronteiras; há uma rica e complexa teia de organizações políticas e sociais com tendência ou caráter revolucionário que precisa ser articulada numa frente contra o capital. A revolução brasileira será obra coletiva de um amplo conjunto de forças antagônicas à ordem burguesa e, sobretudo, da ação das massas proletárias e de seus aliados.Para se tornar um estuário e crescer com qualidade e eficiência, o PCB terá que estimular o diálogo com os comunistas brasileiros, grande parte dos quais pulverizados como consequência de uma verdadeira diáspora, provocada por um conjunto de fatores, entre os quais se destacam erros teóricos que o PCB cometeu dos anos 60 ao início dos anos 90, sobretudo a ilusão de uma revolução democrático-burguesa, fonte de várias cisões no período, a maioria delas, a bem da verdade, pela esquerda.O PCB tem que estar de coração e braços abertos para receber todos aqueles que, confiando nas mudanças recentes que promovemos no Partido, venham a se somar ao esforço da reconstrução revolucionária.Quem sabe, em breve, seremos mais vozes a gritar:É FORÇA, AÇÃO; AQUI É O PARTIDÃO!

Tuesday, October 13, 2009


MEU PARTIDÃO

Gilson Silva

Na sua gleba fecunda e tão perene

Brotou lindos seres de ferro e flor

Com suas bandeiras vermelhas ao leme

Esmorecendo o grilhão da dor

Com o vigor das idéias de Lenine.

Naquele frenesi do modernismo

Tu surgisses trazendo nova aurora

Como disse o poeta: fazendo a hora

E moldando com o formão da história

Do legado febril do comunismo.

Ah! Meu partido da foice e martelo.

Na sua estratégia serei mais um rabisco,

Com sua tática não temerei o risco,

Com seu prumo erguerei meu “castelo”.

Nunca mim alimentarei de outros ares

Se não vir de te em abundantes pares

Borbulhatemente de primaveras.

Oh! Sem te meu corpo desalinha

E vos digo: prefiro a morte a vera

Do que viver assim de mentirinha.

Sunday, October 04, 2009












VENHA AÍ O SITE DA UJC DE PERNAMBUCO, aguarde!

Saturday, April 04, 2009



poema de cordel)

CHE, PRESENTE!
Gilson Silva - 26/07/01

Vou contar sem receio agora
A história de um cara
Que encantou o planeta.
Já beirava a madrugada
Quando a bela Sierra Maestra
Avistou sua boina preta.

Era um cara muito arretado
Fala mansa e a fiada
Cara cheia de barba rala.
Veio no seu cavalo alado
Conquistar uma medalha
Por livrar Cuba a bala.

Médico de mão cheia
Que queria curar o mundo
Da peste, desse tal capitalismo.
Eita! que cabra de peia.
Não temia nada, encarava tudo
Amara o socialismo.

Argentino, internacionalista
Menino tranqüilo, futurista,
Guerrilheiro comunista
Boa pinta, castrista,
Marxista, estava na cara.

Foi a selva catar sonho
A vidraça quebrou a pedra
As asas lhe descolou.
Foi um tombo medonho
Que tremeu toda América
E o mundo se indignou

Chorou velho e criança
Cuba, chorou inteira
Pelas beiras o mundo também.
Se não me falha a lembrança
Só não chorei a noite inteira
Porque era criança brasileira.

Foram ianques que mataram
Longe da selva de pedra
Em emboscada covarde.
Hoje, ontem e sempre
Pra Ernesto Che Guevara
Diremos em coro, presente!!!
Eu canto mendigo, de sujo farrapo, com peça de trapo e mochila na mão, que chora pedindo

"socorro, doutor!", e tomba de fome, sentado e sem pão.

E assim, sem cobiça, eu vivo contente, feliz com a sorte.

Morando no campo, sem ver a cidade, cantando as verdades das coisas do Norte
Parabéns
Patativa do Assaré
Cem anos
05 de março de 2009

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